Arquivo para Abril, 2007

Bendita seja a sazonalidade do turismo!!

Se o turismo fosse à mesma velocidade o ano todo, não havia andamento que chegasse.
Estou cansada destas últimas semanas sem fins de semana… O próximo livre é de 19 e 20 de Maio. Nunca mais chega!!!
É sempre um “must” ir a bordo dos navios de cruzeiro, mas, às tantas, já os vimos todos.
E como ontem, durante o derby, a bordo de um navio alemão, a ver e ouvir um rancho folclórico… (que não me deixava ouvir o relato) Nada melhor, certo???
Apesar disso, e pelo facto de noutros meses o ritmo abrandar, o trabalho faz-se com gosto.

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Trabalho a mais….

Com os navios a chegar, não tenho muito tempo para pôr aqui novidades.
Só mesmo assim, vindo ao escritório ao fim de semana e aproveitando uma pausa entre telefonemas e idas ao cais, e aproveitando para dizer que estou viva.
As crianças continuam a crescer à velocidade da luz e eu ultimamente chego a casa tarde e já quase não tenho tempo para brincar com elas.
Graças a Deus, que o turismo é uma actividade sazonal e outras alturas haverá em que tenho todo o tempo do mundo (ou aquele que um emprego dito normal das 9.30 às 6.00 o permite) para brincar com elas e vê-las crescer.
Gosto muito do que faço, mas é realmente cansativo e não daria para aguentar se o ritmo fosse o ano todo igual ao dos meses de Abril, Maio e Setembro.

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6 meses

Que gafe!!!
Como estou numa altura de mais trabalho, nem me dei conta que hoje é dia 18 e que a Matilde faz hoje 6 meses. Foi uma amiga que me lembrou.
Logo, quando chegar ao pé dela, tenho de me redimir e dar-lhe muitas beijocas nas bochechas.
Já se ri imenso (para a Renata então, nem se fala), já se quer sentar, gosta pouco de estar muito tempo deitada no tapete e gosta mesmo é de companhia.
Passa a correr….

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Fiquei chocada

Imaginem este cenário:
Domingo, 8 da manhã, Docas. Eu estava lá a esta hora porque fui trabalhar, mas muito estavam por lá, pelos parques de estacionamento, porque vinham a sair de um bar/discoteca que, pelos vistos, funciona até essa hora. Claro que uns estavam alcoolizados, mas a maioria estava mesmo bêbada.
Reparei num grupinho de 2 rapazes e raparigas que se afastaram do carro que devia ser o que os ía levar a casa (rezo sempre pelas pessoas com quem estes malucos se cruzam depois de uma noite de copos e de sabes Deus mais o quê). Sentaram-se calmamente no passeio que rodeia o parque de estacionamento. E ali, em plena luz do dia, com não sei quantas pessoas por ali (sim, porque não fui eu a única que fui trabalhar) e, com o maior à vontade do mundo, cada um SNIFOU 2 linhas de cocaína. ALI, ASSIM, SEM VERGONHA!!!
Desculpem-me se pareço inocente, púdica, ignorante, mas isto para mim não é normal. Fiquei chocada, triste com a geração (porque pareciam pessoas ditas normais e não me pareciam um adolescentes, mas sim mais da minha idade) e morri de vergonha. Até tolero (mas não aceito que não se “condene”) que fumem charros porque até parece que é moda. (Não pensem que digo isto da boca para fora porque não sei quais são as estatísticas, mas eu faço parte da pequena percentagem que nunca experimentou nem sequer um charro.)
Não os conheço de lado nenhum e se os vir novamente não os reconheço, mas senti vergonha pela juventude deste país que toma uma atitude destas, sem qualquer noção do espaço.
(nem me apetece dar côr a este texto)

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Core Reebok

Pois que parece mesmo estranho e realmente ficamos estranhas em cima dele durante uma aula, mas é muito engraçado. Temos de nos equilibrar em cima do Core e depois aproveitar e inclinação que ele tem (dos 3 níveis que podemos escolher, do mais preso ao mais solto que parece que vamos cair a qualquer momento) para depois nos exercitarmos.
Pela foto da menina, dá para perceber. E acreditem que o equilíbrio, à primeira, não é fácil. Tem de ser feito à base de muito músculo contraído. E fazer a rotação lá me cima é muito giro.
Gostei e quero repetir.

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Banho sem choro

Ontem foi a primeira vez que consegui dar banho à Matilde sem choradeira pegada.
Eu sei que eles assim pequenos estranham e arrefecem e tal, mas não havia meio de se habituar.
Ontem, a olhar para a Renata (que não há coisa que a faça rir mais do que olhar para irmã), a ver-se ao espelho, a coisa lá correu bem e sem choro.
Se sair à irmã, com o passar de tempo, vai chorar mesmo é quando for para a tirar do banho.
E foi muito enternecedor ver a Renata a pôr-lhe o creme. Adorou espalhar o creme na barriga da mana. Claro que a Matilde desfez-se em sorrisos para ela. É de vir as lágrimas aos olhos como mãe babada (e sentimentalona que qualquer gracinha delas me faz ficar com a lagrimita ao canto do olho).

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Impotente

Eu estou a atravessar uma fase muito “up” na minha vida. Com um ou outro precalço, a vida corre-me bem a todos os níveis.
E o que faço e o que digo quando muito perto de mim estão pessoas de quem gosto muito que estão tristes? A quem a vida não corre da melhor maneira?
Não sei o que lhes dizer, tenho vontade de lhes garantir que tudo se vai resolver a bem, que vai correr tudo bem, mas eu não sei se vai mesmo ser assim.
Eu sou apologista de que podemos sempre tentar mais uma vez (apesar de poder parecer, para quem passa por elas, vezes demais). Fico com o coração apertado quando não consigo ajudar os meus amigos, sinto-me impotente porque não há nada que eu faça que lhes alivie a tristeza… porque também não depende só deles.
Penso neles todos os dias e rezo sempre para que não receba uma má notícia. Gostava tanto de ter uma varinha mágica e fazer com que todos se dessem bem e fossem felizes.
Dizem-me que sou muito ingénua e que acho sempre que as pessoas são todas boas e que podemos viver todos num “mundinho cor-de-rosa”.
E podíamos, não podíamos?

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O dom da fala… seja ela como for

Hoje na minha viagem de combóio, não tomei atenção à minha leitura.
Vinha deliciada com uma mãe e um menino que vinham ao pé de mim.
O menino era surdo-mudo. Mas o entendimento deles era tão grande que acho que qualquer pessoa perceberia sobre o que eles estavam a falar. Claro que não consigo, neste momento, imaginar como seria a minha vida sem não pudesse OUVIR as minhas filhas a FALAR (mesmo quando é a chorar…). Mas deu para perceber que o dom da fala todos temos, seja ela como for.
Como linguísta, sei que existem várias linguagens, mas acho que nunca tinha sentido tanto a verdade desta conclusão.
Foi lindo ver aquela conversa e os sorrisos e gargalhadas que davam. A festa que a mãe fez na cabeça dele quando ele viu o avião que ia no céu, deu-me vontade de dar uma festinha aos dois (e claro que tive de conter a lagrimita).

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Ando a ler…

… este.

Curiosa por o ler. Confesso que ainda ando meia perdida, mas não vou desisitir.

Porque ficou em casa, ando a intercalar com este.

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O que acabei…

… a semana passada.

Não sou muito assídua dos livros como este de compilações de crónicas, mas confesso que esta senhora me desperta um interesse muito grande. Gosto muito de a ouvir falar e gostei muito de a ler. Uma defensora ferverosa das mulheres e dos seus direitos.
Recomendo.

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